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História
Romancista e o Engenho, O: José Lins do Rego e o Regionalismo Nordestino dos anos 1920 e 1930 - HUCITEC

ISBN: 978-85-7970-001-9

Autor: Mariana Chaguri
Pagamento à vista
Depósito Bancário R$  35,00
Cartão Mastercard R$  35,00
Cartão Visa R$  35,00
  
INFORMAÇÕES DO PRODUTO

Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 191
Ano:2009

O livro de Mariana M. Chaguri enfrenta a difícil tarefa de compreender o modo pelo qual a forma literária capta o ritmo geral da sociedade. 0 objeto de sua análise e o Ciclo da Cana-de- Açúcar de Jose Lins do Rego. Aceitando a formula de Auerbach, aborda os romances que o compõem em relação a seu tempo e em meio a seu lugar; ainda, busca explicá-los através da peculiaridade de seu autor. Narrador e narrativa constituem-se em urn peç:o da história.
No caminho inverso daquele trilhado muitas vezes pela sociologia, a autora não utiliza os romances como simples documentos que ilustram a realidade social, mas procura apreender a maneira como os elementos sociais encontram urn arranjo no plano ficcional.
Texto e contexto aparecem articulados a partir do enfrentamento de duas tempo-ralidades: o tempo referido na narrativa e o tempo vivido pelo narrador. A partir desse duplo movimento aponta como passado e presente estão imbricados. Acompanhando o desenrolar dos romances mostra várias facetas dessa articulação. Primeiramente, como a socialização do menino ocorre num processo que não se descola do engenho. Depois, como entra na narrativa o elemento central - 0 drama da decadência. Enquanto o primeiro passo se constitui em urn apelo a memória para a descrição da infância, o segundo avança no sentido de compreensão da história.
Com a descrição do itinerário do autor, suas relações, sua vivência intelectual, a autora reconstitui o ambiente do florescimento do romance regionalista, urn momento importante da literatura brasileira.
- Elide Rugai Bastos Junho de 2009.

O leitor encontra neste ensaio de Mariana Chaguri uma contribuição das mais expressivas para compreender o universo literário de Jose Lins do Rego. E isto não apenas porque a autora deslinda, com recursos que aliam pesquisa cerrada e intuição criadora, os temas mais vivos hoje no centro da fortuna critica do autor do Menino de engenho. Mas, sobretudo, porque o curso leve de sua escrita, inteiramente avesso ao pesado jargão do discurso acadêmico, refaz com elegância e clareza o controverso itinerário do escritor, desde a fase inicial das disputas, no Recife, entre regionalistas e futuristas, ainda sob a influência intelectual do mestre Gilberto Freyre, até a fase da merecida consagração literária, já no Rio de Janeiro, quando se transforma numa estrela de ponta do célebre catálogo da Editora Jose Olympio. Com a novidade de que, entre um momenta e outro, o ensaio vai re-iluminando as projeções da memória, desdobrada a partir da ficção, mas tambem da história, - a das idéias e a do homem, - coisa que poucas vezes; como aqui, se pode ver tão bem desenvolvida, seja na crônica de Lins do Rego, seja na articulação de sua narrativa ficcional, seja ainda nos temas ainda pouco visitados de seu legado critico.

Antônio Arnoni Prado 


SUMÁRIO

AGRADECIMENTOS     111

Capítulo 1
Os anos 20 no Recife: Regionalismo, Modernismo e José Lins do Rego    21
Gilberto Freyre e José Lins do Rego: Modernismo          30
José Lins do Rego, cronista     42
Regionalismo como crítica ao Modernismo     52

Capítulo 2
O Romancista José Lins do Rego, as editoras e a crítica literária    61
O romancista chega ao Rio de Janeiro: editoras e reconversão social.     61
A José Olympio Editora chega ao Rio de Janeiro    65
Biografia, memória e ficção: a crítica literária contemporânea a José Lins do Rego    76

Capítulo 3
O narrador e a narrativa: os romances do ciclo da cana-de-açúcar   87
Forma literária e processo social no Ciclo da Cana-de Açúcar    88
Menino de engenho: o Santa Rosa a partir do olhar do menino   90
O menino vai ao colégio: Carlinhos torna-se Doidinho que se torna Carlos de Melo       97
Dr.Carlos de Melo retorna ao Santa Rosa: a decadência do Banguê e a morte de José Paulino      102
O Santa Rosa torna-se Usina     111
O engenho está de Fogo Morto: decadência e acesso à terra na Várzea nordestina        122
Mestre Amaro e o acesso à terra     124
A decadência do Santa fé     133

Do Engenho Santa Rosa à Usina Bom Jesus    141
Notas    145
Bibliografia    179
Anexo Iconográfico
    187



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